“Decreto Salvini” resumo e reflexões

Deixamos a poeira baixar (e as informações se confirmarem) para escrever este artigo que diz respeito ao “stramaledetto” (e misterioso) Decreto Salvini.
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Deixamos a poeira baixar (e as informações se confirmarem) para escrever este artigo que diz respeito ao “stramaledetto” (e misterioso) Decreto Salvini, que se dedicava sobretudo às problemáticas que permeiam o fluxo de imigrantes africanos na Itália. O texto do hipotético decreto, vazado através da agência AdnKronos, incluiu (de maneira estranhamente traiçoeira) questões ligadas à transmissão da cidadania italiana “jure sanguinis”, limitando-a ao segundo grau (até o avô do requerente).

DESMENTIDOS

Depois de alguns dias de forte agitação na comunidade ítalo brasileira (que seria a mais prejudicada, pois grande parte de seus membros são bisnetos e trisnetos de italianos) e de providências como a criação de uma petição online, proposta pelo ex-deputado do Partito Democrático, Fabio Porta (que já contava com quase 7.000 assinaturas), começaram a chegar os desmentidos.

O primeiro deles veio do ex-cônsul Nicola Occhipinti que num vídeo declara: “Com muita alegria comunicamos que o subsecretário de estado Ricardo Merlo, das Relações Exteriores, recebeu uma ligação de Matteo Salvini, comunicando que qualquer forma de limitação à cidadania “jure sanguinis” foi eliminada”.

Logo em seguida, o próprio Ricardo Merlo declara: “Salvini me disse que foi retirada toda a limitação à cidadania “jure sanguinis“. Portanto, batalha vencida”. Ao mesmo tempo, Merlo lançou o propósito de debater uma nova lei da cidadania dentro do CGIE (Consiglio Generale degli Italiani all´Estero).

A CONFIRMAÇÃO

Quem fechou a questão foi o próprio Matteo Salvini, declarando através do site da Lega: “Em primeiro lugar os italianos, também aqueles nascidos no exterior”, colocando mais uma vez um ponto final à enésima tentativa de limitar a lei da cidadania por sangue. Passado o susto, resta a constatação que sim, temos fortes detratores da causa, e que o direito ao reconhecimento da cidadania aos italianos nascidos no exterior é um tema que está longe de ser uma unanimidade.

O “accanimento” aos “oriundi”, quando não é por preconceito ou má fé, se dá pela má interpretação das leis por parte de pessoas influentes da política e da diplomacia, que confundem a “jure sanguinis” com a naturalização ou a cidadania por tempo de residência, desconhecendo a legislação específica.

Os detratores (e ignorantes do tema) entendendo a “jure sanguinis” como uma concessão do estado acabam popularizando “argumentos” como: “não merecem a cidadania pois não falam italiano” ou “querem a cidadania somente para viajar à Disney, ou ainda “não se pode dar a cidadania à alguém que não fala o idioma”.

MELHORIAS

A cidadania italiana deve ser discutida e aperfeiçoada eliminando o maior número de aspectos interpretativos. Esse aperfeiçoamento permitirá até mesmo a ampliação de direitos, como no caso dos descendentes de mulher italiana nascida antes de 1948. O essencial é que haja a consciência de que todos “oriundi” nascem italianos, condição que nenhuma lei ou decreto pode eliminar.

Pericles Puccini – Soggiorno Italiano

Fonte: Revista Insieme

Texto do decreto na íntegra aqui.

Foto de Pericles Puccini

Pericles Puccini

São mais de 10 anos de experiência em cidadania italiana e serviços voltados aos brasileiros e estrangeiros que desejam viver o sogno italiano. Centenas de pessoas e famílias atendidas com ética e responsabilidade.

Leia também

No novo cenário da cidadania italiana temos mais perguntas que respostas, nesse artigo procuramos, de modo racional, dar um "norte" aos indecisos, argumentando sobre os motivos de ajuizar agora o processo de cidadania.
Morar na Itália. Um dos grandes problemas para os “oriundi” que pretendem constituir residência na pátria mãe é a dificuldade de alugar um imóvel (seja para morar ou para iniciar a prática do reconhecimento da cidadania italiana).
Baixe o texto integral traduzido para o português da circular emitida pelo Ministério do Interior italiano.
Antes de mais nada, aprender italiano é um prazer, contudo, recentemente este prazer tornou-se um dever.

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